Política editorial
As regras que seguimos para escolher fontes, escrever perguntas, redigir guias e tratar tradições que pertencem a povos e religiões vivos.
1. Princípio geral
Nenhuma afirmação sobre uma criatura mitológica é publicada sem que se possa dizer em que obra ela se apoia. Quando não encontramos base verificável para um detalhe, esse detalhe não entra, mesmo que circule amplamente em outras páginas.
2. Seleção de fontes
A preferência é pela fonte mais próxima da tradição: o poema, o épico, o corpus funerário, a tabuleta, a saga, a crônica ou o registro etnográfico. Bibliografia acadêmica é usada para situar debates e apontar controvérsias. Os critérios completos, incluindo o que não é aceito, estão na página de fontes.
Obras de ficção contemporânea não são usadas como referência sobre tradições antigas. Isso vale para cinema, televisão, jogos e histórias em quadrinhos, sem exceção.
3. Separação entre fonte histórica e adaptação moderna
Todo guia contém uma seção dedicada a distinguir o que a fonte antiga registra do que é acréscimo posterior. Essa separação não é um detalhe de estilo: é o ponto central do projeto.
- Quando um traço famoso é medieval, dizemos que é medieval.
- Quando é invenção editorial do século XX, dizemos isso também.
- Quando a origem de um detalhe é desconhecida, escrevemos que é desconhecida.
4. Tratamento das tradições
Mitologias não são folclore pitoresco. Muitas delas estruturaram religiões e, em vários casos, continuam vivas em práticas contemporâneas. Nosso tratamento segue três regras:
- Nenhuma tradição é apresentada como mais primitiva, mais ingênua ou mais verdadeira que outra.
- Termos depreciativos para crenças e povos não são usados, inclusive quando aparecem nas fontes antigas. Quando a fonte usa linguagem desse tipo, indicamos o problema.
- No caso de tradições indígenas americanas e do folclore brasileiro, registramos que o material chega por intermediários coloniais e que a variação regional é parte do fenômeno, não ruído.
5. Redação das perguntas do quiz
Cada pergunta tem quatro alternativas, uma resposta correta e três alternativas incorretas que são plausíveis mas verificavelmente erradas. As alternativas erradas costumam ser criaturas ou nomes reais de outras tradições ou de outros episódios, justamente para que o erro seja informativo.
- Enunciados evitam pegadinhas de leitura e ambiguidade gramatical.
- Quando as fontes divergem, o enunciado nomeia a fonte: "segundo a Biblioteca atribuída a Apolodoro", por exemplo.
- Toda pergunta traz explicação e a obra consultada, exibidas imediatamente após a resposta.
- A explicação frequentemente informa também por que as outras alternativas estão erradas.
6. Níveis de dificuldade
O nível indica o tipo de conhecimento cobrado, não apenas o grau de obscuridade. O fácil trata de criaturas e traços amplamente conhecidos. O intermediário exige genealogias e episódios específicos. O avançado envolve passagens pontuais, nomes menos citados e divergências entre autores.
7. Imagens
Usamos apenas imagens próprias, de domínio público ou licenciadas para o uso pretendido. Ilustrações de criaturas são interpretações visuais autorais e não pretendem reproduzir iconografia antiga específica. Quando um guia discute uma obra de arte concreta, ela é identificada no texto e na lista de fontes.
8. Publicidade
Este acervo não exibe publicidade no momento. Caso isso mude, a mudança será anunciada nesta página e nas políticas de privacidade e de cookies antes de qualquer anúncio ser exibido. Conteúdo editorial nunca será condicionado a interesse comercial, e não publicamos conteúdo pago sem identificação.
9. Revisão e atualização
Guias trazem a data da última revisão. Perguntas do quiz são reavaliadas quando um apontamento é recebido ou quando percebemos inconsistência entre itens. Alterações de conteúdo relevantes são registradas conforme descrito na página de correções.