Folclore brasileiro
Curupira, Boitatá, Iara e companhia: figuras de matriz indígena, africana e ibérica documentadas por cronistas e folcloristas.
- 24perguntas no quiz
- 8nível fácil
- 8intermediário
- 8avançado
- 4guias publicados
O folclore brasileiro não é uma mitologia fechada, e sim um repertório vivo, resultado do encontro de tradições indígenas, africanas e ibéricas, com variação forte de região para região.
Os registros mais antigos estão em cartas e tratados coloniais: José de Anchieta menciona no século XVI um ser que ataca quem entra na mata, e Fernão Cardim descreve criaturas relatadas pelos indígenas. No século XIX, Couto de Magalhães recolheu narrativas em língua geral amazônica.
A sistematização moderna é obra de folcloristas, com destaque para Luís da Câmara Cascudo, cujo Dicionário do Folclore Brasileiro e Geografia dos Mitos Brasileiros continuam sendo a referência de partida. Personagens de literatura infantil do século XX popularizaram algumas dessas figuras e alteraram detalhes — o que é adaptação, não fonte.
Obras em que este repertório se apoia
Perguntas e guias desta tradição citam estas obras, além de evidências materiais quando aplicável.
Referências principais
- José de Anchieta, Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões
- Fernão Cardim, Tratados da Terra e Gente do Brasil
- Couto de Magalhães, O Selvagem
- Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro
- Luís da Câmara Cascudo, Geografia dos Mitos Brasileiros
Guias desta tradição
-
Folclore brasileiroCurupira: o guardião da mata nos primeiros registros escritos
José de Anchieta registra a criatura no século XVI. Câmara Cascudo organiza as variantes regionais e explica sua função nas comunidades.
-
Folclore brasileiroBoitatá: a cobra de fogo do documento colonial ao campo alagado
Registros coloniais mencionam a criatura no século XVI. As variantes regionais divergem sobre sua natureza e função.
-
Folclore brasileiroIara e Boto: como as águas brasileiras ganharam seus seres
Tratados do século XVI descrevem um ser das águas relatado por indígenas. A Iara resulta do cruzamento dessa tradição com a sereia europeia.
-
Folclore brasileiroSaci, Mula sem Cabeça e lobisomem: três origens diferentes
As três figuras costumam ser agrupadas, mas têm proveniências distintas. O caso do Saci tem documentação particularmente rica.